3 técnicas para ser um jornalista mais criativo agora

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Nossa profissão exige saber lidar com deadline, perrengues e desafios. A melhor arma para matar um leão por dia é a criatividade, desde quando o editor pede uma matéria longa de uma pauta que não rende até as perguntas daquela entrevista matadora.

Pensando nisso, escrevi esse post para você conhecer:

  • três técnicas para ser um jornalista mais criativo.
  • como aproveitar a criatividade para ser um jornalista realizador

Vem!

3 técnicas para ser um jornalista mais criativo

Ontem, tive a honra de apresentar o evento Capital Empreendedora em Brasília e foi espetacular! Mais de 500 pessoas assistiram a palestra do humorista e empreendedor Murilo Gun. Saíram de lá com uma vontade enorme de apostar na criatividade como solução de problemas.

Olha eu aí:

Murilo apresentou um conteúdo genial sobre como ser mais criativo. Mas vai um alerta: dá trabalho, claro. Por isso, não é para todo mundo. Ele diz com convicção que criatividade não é um dom e que podemos aprender a se destacar no mercado de trabalho (e até nas conquistas das baladas) com essas habilidades. Ele apontou três técnicas para aplicar imediatamente.

1 – Pense divergente

Em uma reunião de pauta, comece com: “Ei, pessoal. Quem der a ideia ou a pauta mais idiota vai ganhar um picolé”. As pessoas vão se sentir livres para brincar e falar um monte de abobrinhas. Isso serve para que você não limite sugestões que possam, sim, ser interessantes, mas que as pessoas têm vergonha de falar pelo medo de serem recriminadas. Evite dizer “não” até para a pauta mais absurda — por enquanto.

Depois do exercício, nada que vier depois pode ser pior e as pessoas estarão à vontade. Uma ideia vai se juntar a outra e surgir uma pauta foda. As caras bravas dos editores e o ambiente sério intimidam os repórteres na criação de assuntos diferentes para a edição do jornal, TV, rádio ou web. Por isso, incentive um ambiente leve e ofereça oportunidades para a exposição de muitas muitas muuuitas sugestões. Esse é o pensamento divergente. Ao longo da reunião, reúna as melhores opções, combine-as e só aí assuma o pensamento convergente, que é fazer uma escolha.

pensamento-divergente

2 – Pense abstrato

Murilo Gun costuma dizer que desaprendemos a ser criativos. Afinal, já fomos crianças cheias de imaginação. Mas a vida adulta aparece lotada de padrões e regras absurdas para desestimular essa habilidade. Uma pena, né?! Bom, o próximo ponto é pensar abstrato: a única forma de “ganhar” de um computador é sair do que é estritamente lógico e dar saltos de compreensão. Como assim? Ele exemplifica com charadas. Quando ouvimos algo como “O que é, o que é”, “Qual a diferença”, “O que tem de comum”, forçamos a mente a pensar na resposta mais maluca possível. Olha só:

diferença-entre-baiana-e-tatu

Você logo pensa em algo esdrúxulo, como o “tatu cava e a baiana vaitapá”. hahahha (exemplo do Murilo). Estamos aí no pensamento abstrato. Esquecemos da diferença mais óbvia, a baiana é uma pessoa e o tatu é um animal, o pensamento concreto. Perceba que na maioria do nosso tempo estamos no tal do pensamento concreto e raras vezes ligamos nosso botão abstrato. A dica aqui é explorar esse lado. Imagine o quão criativo você pode ser ao fazer o tipo de associação do vaitapá. Nenhuma máquina pode fazer isso.

Bom humor ajuda muito, viu?! Ligue seu pensamento abstrato e viaje nas ideias mais absurdas. Elas podem não ser tão malucas assim e te oferecer ideias fantásticas.

3 – Repense o problema

Aqui, a ideia é olhar seu contratempo por um outro ângulo e fazer o questionamento certo. Murilo deu um exemplo incrível.

Quando edifícios enormes começaram a ser construídos para brigarem pelo posto de prédio mais alto do mundo, surgiu o seguinte problema: as pessoas reclamavam que os elevadores demoravam demais para chegar aos andares. Se tivesse pedido a solução como “Olha, pessoal. Os elevadores estão lentos. Resolvam”. Imediatamente, o cérebro faria a relação do empecilho com a velocidade da máquina. Iam trocar de marca, produzir outros, uma confusão. Mas a solicitação foi “As pessoas reclamam da demora de chegar ao andar. Como resolver?”. A percepção é de que o perrengue é de ansiedade e ócio. Resolveram colocar espelhos nos elevadores. Et voilà. Ninguém mais reclamou. haha

elevador

Muitas vezes a solução está no próprio problema, basta fazer a pergunta certa. Sacou? Isso vale para fazer melhores entrevistas, conteúdos, vídeos, pautas…

Cara, eu disponibilizei agora uma série de quatro vídeos sobre como ser um jornalista realizador. Lá, tem mais dicas do Murilo Gun e o caminho para ser um comunicador que faz a diferença. Está o maior sucesso! uhuul!

Minha dica mais valiosa hoje é: inscreva-se para assistir. É gratuito!

Termino com o lema do Murilo, claro… “É hardwork, papai”.

Beijo.

V.

  • Maria Carolina Avellar

    Vê, parabéns pelo teu sucesso! Que bacana te ver apresentando o evento! Deve ter sido muito bom, tanto ele quanto a tua experiência. Uma delícia assistir ao vídeo, dá para imaginar estando lá. Agora, quando rolei a tela e me deparei com a imagem do Neymar, levei um suto! Pensei: “Meu Deus, deu bug?!” Rs… Afinal, o que faria o jogador aqui no blog? Ainda bem que continuei a ler… Hehehee. Parabéns por mais um bom conteúdo e um excelente feriado pra ti!

    • Verônica Machado

      Oi, Maria! ahhahahahahh Levou um susto com o Neymar aqui na página? hahahha Talvez eu não tenha escolhido a melhor imagem mesmo. Obrigada por sempre acompanhar o blog. 😉 Beijos. E aproveita o feriadão. 😉