O que o jornalista tem a aprender com Romero, CEO do Buscapé

Sou uma jornalista que está na luta do empreendedorismo há dois anos. Acredito que posso ajudar muitas pessoas com meu trabalho, principalmente se estiver na internet. Nessa caminhada, eu me deparei com obstáculos emocionais, financeiros, estruturais… Mas sempre que eu ficava jururu no canto, alguma coisa acontecia para me animar e voltar a acreditar nos meus sonhos. Podia ser um e-mail com feedback bacana, um conselho, uma palavra amiga.

Nesta semana, estava lá eu de novo: desanimada. Logo recebi um convite para assistir uma palestra chamada Acredite no Impossível. Romero Rodrigues, fundador do Buscapé, contaria a história dele como empreendedor. Pensei que seria um amontoado de clichês, mas me surpreendi.

Romero foi personagem da edição da Revista Status

Romero foi personagem da edição da Revista Status

O cara realmente tem uma história e tanto de persistência. Mas vou direto ao ponto! Depois de muito conversê, algo me fez arregalar os olhos. Ele anunciou as três coisas que gente talentosa faz questão de ter:

  • Autonomia
  • Maestria
  • Propósito.

Uepa! Tem alguma coisa aí pra mim, vibrei.

A autonomia é “ser burro por conta própria”, como diz meu amigo Henrique Bastos. Ser autônomo é assumir a responsabilidade das decisões, é querer fazer, ir atrás e assumir o resultado dessa presepada. Poder, querer, fazer e assumir. O famoso bancar a ideia e ponto final. Por essa você não esperava, né? A maioria das pessoas imagina o autônomo o vendedor de balinhas da esquina do bairro.

A maestria é querer jogar bola com os craques. Independentemente da sua posição, cole nas pessoas que fazem o que você quer fazer. Isso, na cara de pau mesmo. É a melhor forma de aprender qualquer coisa. Há uma troca de aprendizado super rica que você não pode desperdiçar.

Por último e o mais importante, o propósito. Esse é meu preferido porque é a partir dele que a vida se desenrola. Ao definir seu propósito, todas as suas ações são voltadas para esse fim. Cada passo de formiguinha vai preenchendo a mente com leveza, satisfação, vontade, certeza de caminhar na estrada certa.

Do que adianta um alto salário de editor se você não sente o arrepio de uma boa entrevista? Se faz conteúdo para empresa de cigarro? Se não tem tempo para os filhos? Se está de plantão no aniversário de casamento? Se tem que escrever matéria falando bem do anunciante desonesto?

Quando Romero papeou sobre isso, meu coração fez puco-puco e tive a certeza de que eu precisava levar a mensagem para o máximo de jornalistas que eu conseguir aqui pelo blog. Isso porque percebo muito talento entre meus colegas de profissão, mas tanta falta de propósito. Eles continuam lá, reclamando da última pauta, da crise e do passaralho no cafezinho da redação.

Lembrete: estabeleça um propósito para sua vida, aproxime-se de quem você admira, conheça mais sobre autonomia.

Ah! Se estou mais animada? Hum! São 3h da madrugada e estou uma pilha. São mil planos para cumprir meu propósito, como escrever esse post! hahaha

Para nosso papo não acabar aqui, fiz um mini e-book para te inspirar: 5 casos de jornalismo com propósito. É pequeno e gratuito, claro! Clique aqui para baixar.

Beijo.

V.