As 3 lições de Alice no País dos Jornalistas

Digo logo: Alice no País das Maravilhas é uma história para adultos e muito maluca, do jeito que eu gosto!

O clássico de Lewis Carroll, de 1865, está mais atual do que nunca. É uma história recheada de enigmas filosóficos e mistérios. Estamos aqui para decifrar alguns deles e relacioná-los com a vida do jornalista 3.0.

Levo essa história no coração por anos e fiquei bastante impressionada ao ler a obra original. Descobrir as nuances da literatura nonsense é receber uma mensagem de vida nova às pessoas. O jornalista 3.0 merece os ensinamentos da mais famosa heroína da própria história. Um brinde às Alices que encontramos pelo mundo!

Mas é preciso explicar rapidinho sobre a trama. (Atenção, vem spoiler!) Alice era uma menina que estava entediada. Em um dia sem graça, ela vê um coelho branco vestido de colete correndo. Apesar da cena bizarra, ela vai averiguar e segue o animal até a toca. Mais curiosa, ela cai no buraco e encontra uma sala de várias portas. Depois de magicamente crescer e diminuir de tamanho para se adequar às passagens que dão a um jardim, ela passa por várias aventuras.

Vamos aos ensinamentos!

Conselho de uma lagarta

lagarta

Alice caminha na floresta e encontra um cogumelo. No topo, ela vê uma enorme lagarta azul que, calmamente, fuma um narguilê. Depois de se observarem por um tempo, a lagarta pergunta: “Quem é você?”. Sem saber responder, a menina diz que não sabe mais quem é porque já mudou bastante desde então porque crescia e diminuía muitas vezes. “De que tamanho você quer ser?”, insiste a lagarta. “Ah! Não ligo para qual tamanho. Apenas um que eu não fique mudando sempre”. A lagarta retrucou: “Então, eu não sei”. 

Se eu te perguntasse agora “Quem é você?” saberia me responder? Bom, essa é a questão mais famosa da filosofia existencialista e a mais difícil de responder. Afinal, acredite: você não é mais o mesmo de hoje de manhã. Não são as coisas que mudam, é você que muda o jeito de enxergá-las. A realidade depende do observador. Então, vale a pena encontrar definições para si mesmo, sim, mas entender que estamos em constante alteração é fundamental. Abra a caixola para novas ideias. E faça o você de amanhã ser melhor do que o de hoje.

A sacada do gato

gato

Em outra aventura, Alice encontra uma cabana com seres muito estranhos. Um deles é um gato que sorri. No diálogo entre eles, Alice pergunta: “O senhor sabe me dizer qual caminho eu devo tomar para sair daqui?”. Ele retrucou: “Isso depende muito de para onde você quer ir”. A menina deu de ombros: “Não me importo muito para onde…” E o gato deu a cartada final: “Então, não importa o caminho que você escolha”.

Mais que claro, né?! Se você não sabe onde quer chegar, meu bem, qualquer caminho serve. E essa não é a melhor escolha. A música do Pagodinho “Deixa a vida me levar” pode não funcionar para quem quer alçar voos grandes. Como sonhar alto leva o mesmo esforço de sonhar pequeno, vale a pena projetar a vida para um cenário ideal e correr atrás. Primeiro, defina um fim, depois decida o meio de chegar até lá. A dica é escrever em um papel onde você quer estar em cinco anos, ler todos os dias e direcionar pensamentos e ações para essa cena. Parece um bando de clichês, mas funciona. Eu sei que sim. 😉

O julgamento

julgamento

O Valete de copas roubou uma torta da rainha e era o réu de um julgamento. Alice é convidada a ser testemunha do caso, mas ela relatou não saber de nada. Em uma discussão entre o rei, a rainha e o caos de todos os personagens… o rei inventa uma lei de que pessoas grandes demais não seriam permitidas no lugar. É claro que Alice ficou uma arara e soltou um “vocês não passam de um baralho de cartas!”

Muitas vezes, para evoluirmos precisamos deixar para trás as opiniões alheias. Não é fácil. Um jornalista que investe em um projeto na internet ou empreende vai receber muitos conselhos pouco construtivos. As pessoas vão se incomodar com essa atitude simplesmente porque não compreendem. É normal do ser humano. Elas se irritam com pessoas que “crescem demais”. Por isso, o recado aqui é tomar a atitude de não querer ser mais uma carta no baralho e realmente se destacar sendo você mesmo. Vale jogar toda picuinha e lero-lero pra cima e gritar para o mundo: “Vocês não passam de um baralho de cartas!”. Aí, estará pronto para seguir para o próximo nível.


Bom, essa história tem tudo a ver com autoconhecimento. O primeiro passo de tudo, né?! Mas sempre rola aquela pergunta: "ok. Mas por onde eu começo mesmo?" Pensando nisso, elaborei um PDF sobre como usar o Quadrante dos Talentos. É uma técnica para você enxergar possibilidades e habilidades de trabalho baseada no que você gosta e sabe fazer. Bom pra caramba!

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Beijo.

V.